Libertando-se
das AMARRAS! Brian Tracy, aula 7 do Seminário Phoenix (narrado e com legendas)
Seminário Phoenix, aula 7: Libertando-se
das AMARRAS! Brian Tracy.
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Olá, seja bem-vindo à aula 7 do Seminário Phoenix, onde Brian Tracy nos guiará numa
jornada de transformação pessoal. Vamos aprender mais sobre as Emoções
Negativas e como elas ainda estão operando e influenciando nossas ações,
comportamentos, falas e etc.
Confira
a Playlist completa do “Seminário Phoenix” do Brian Tracy, acesse e confira:
https://www.youtube.com/playlist?list=PL9CFxxlekK3qcgIp0bvqwVmNSutg73ogF
Prepare-se para uma experiência profunda
de autoconhecimento e crescimento pessoal! Libertando-se das AMARRAS é sem
dúvidas uma das aulas FUNDAMENTAIS desse Seminário e para facilitar a sua
leitura, separei toda a aula em 🕒 Capítulos:
00:00 – Embarque nesta jornada de
autodescoberta com Brian Tracy;
01:37 – O primeiro fator: O Condicionamento
da INFÂNCIA...
06:36 – O segundo fator: A falta de
amor...
07:49 – Nosso desejo é que as crianças
se sintam VERDADEIRAMENTE AMADAS!
08:57 – Os pais devêm se amar
MUTUAMENTE...
10:32 – Os pais devêm amar a CRIANÇA...
14:48 – lembra do que falamos sobre
AUTOESTIMA?
15:43 – Qual a RAZÃO principal da CULPA?
17:57 – A Culpa é um PADRÃO!
19:12 – A Culpa é como um vaso sanitário
cheio de bactérias...
20:31 – A MANIFESTAÇÃO da Culpa em
adultos...
22:27 – A Síndrome do IMPOSTOR...
23:50 – A AUTOCRÍTICA DESTRUTIVA...
24:28 – As pessoas são facilmente
manipuladas pela CULPA...
25:38 – Quando usamos a CULPA...
27:41 – A Linguagem de VÍTIMA...
35:03 – As manifestações da CULPA em
adultos são...
37:49 – Não se deixe manipular pela
culpa!
38:55 – nunca use a culpa, avise aos
seus!
39:35 – A parte PRINCIPAL: A Lei do
PERDÃO...
Esta aula é mais do que uma palestra, é verdadeiramente
um convite para eliminar as emoções negativas que limitam seu potencial.
Assista, compartilhe e participe ativamente desta jornada de autotransformação.
O caminho para uma vida mais plena e positiva começa aqui! 🌟💪
...
SEMINÁRIO PHOENIX de Brian Tracy.
AULA 07: LIBERTANDO-SE DAS AMARRAS!
Faz muitos anos, quando comecei a estudar sobre as
emoções negativas, descobri que existe
algo que considero como o ponto mais crítico. Descobri que é IMPOSSÍVEL avançar
em áreas como saúde e energia, felicidade, paz interior, relacionamentos, assim
como será impossível realizar todo o nosso potencial, enquanto insistirmos em
manter por perto as emoções negativas.
Eu descobri que a única coisa boa sobre as emoções
negativas – se é que têm algo de bom – é que as emoções negativas não são EMOÇÕES PERMANENTES! Freud nos disse
que “não existe um lugar permanente para
as emoções negativas no subconsciente”, em outras palavras, as emoções
negativas podem ser vistas como “visitantes
indesejados”.
Lembre-se que estudamos em outra aula sobre as emoções
negativas, vimos o seu funcionamento, vimos que são hábitos negativos e são padrões
de respostas negativas, que podem sim ser eliminadas. O ponto inicial para
eliminá-las é, primeiro: entender de onde vieram; e segundo: conhecer quais
foram os fatores causais.
Para fazer isso, retornaremos à sua infância, e
iremos buscar entender qual a origem de suas emoções negativas? Como elas se
desenvolveram? O quanto estão afetando a sua personalidade na vida adulta? E por
que as emoções negativas têm te levado a uma predisposição de se sentir uma pessoa
negativa e sem valor?
ISSO NOS LEVA AO CONDICIONAMENTO DA INFÂNCIA.
Em aulas passadas estudamos o gatilho que desencadeia
todos esses processos. Nós vimos que o ponto de ATIVAÇÃO dos padrões de hábitos
negativos, os compulsivos e os inibidores, partem de um só sentimento, a “CRÍTICA DESTRUTIVA”.
A CRÍTICA
DESTRUTIVA é a grande destruidora! A CRÍTICA
DESTRUTIVA destrói as pessoas internamente e as deixa andando em círculos por
toda vida. Inúmeras são as pessoas que tiveram sua personalidade e autoconceito
minada e destruída. Inúmeras são as que andam pelas ruas sem nenhuma autoestima,
pois foram criadas em ambientes dirigidos pela CRÍTICA DESTRUTIVA e tiveram seu amor próprio completamente exterminado.
Por isso que afirmo que a “CRÍTICA DESTRUTIVA” é a grande assassina de personalidades. Mas,
será que isso é mesmo tão ruim quanto parece? A resposta é sim! Sabemos que as
crianças desde os primeiros anos e ao ir crescendo, têm uma necessidade enorme
de receber amor e aprovação de seus pais, familiares e pessoas ao redor. De
fato, muitos psiquiatras e psicólogos, tem afirmado que a razão número um, a causadora
das maiores doenças mentais em adultos, é a falta de amor, ou o amor não correspondido.
Sabemos que qualquer adulto, com alguma autoridade,
que conviva diretamente com a criança, como professores, padre, tios e tias, e
pessoas mais velhas, representam um papel importante no desenvolvimento delas e
sabemos que suas opiniões representam um impacto enorme em suas vidas. Pesquisas
apontam que crianças, até os seis anos de idade, ainda não possuem habilidade para
discernir o que é uma crítica válida
e uma crítica inválida. E você agora
poderia me perguntar: Brian, o que significa isso?
Significa que tudo aquilo que seus pais disserem, tudo
aquilo que seus tios e tias disserem, tudo que uma pessoa mais velha disser, ou
alguém com autoridade que conviva diretamente com a criança disser, será aceito
como uma VERDADE! A criança vai
receber a informação como uma representação real e válida sem nenhuma
contestação.
Por exemplo, se sua mãe diz: “você é um menino mau”, ou se um pai diz: “você é um preguiçoso”, ou ainda, se seu irmão mais velho disser: “não posso confiar em você”, ou se
alguém da família a chama de estúpida, burra, ou diz que é feia, a criança, até
os seis anos, ainda não tem a capacidade para discernir se essa é uma
informação válida, ou apenas opinião.
A criança aceita todas essas informações como uma representação
verdadeira de sua realidade, e lembre-se que nós recebemos as informações pela
mente consciente, mas as informações são verdadeiramente armazenadas na mente “subconsciente”,
e lá é onde permanecerão por toda vida.
Muitos de nós, adultos, ainda estamos vivendo com
base nas informações negativas que recebemos quando éramos crianças. Ao
chegarmos na fase adulta, dizemos coisas como: “bem, esse é o meu jeito se ser”, ou “eu sempre fui assim desde criança”. Algumas pessoas podem dizer
coisas como: “sim, esse é meu jeito de
ser, isso é de família, meu pai era assim, minha mãe era assim, meus irão são
assim”, e etc.
Mas você sabe de onde vem essas frases? Lhe digo
que nada disso vem de família! Deixe-me dar um exemplo. Quando eu estava
crescendo, meus pais haviam sofrido os horrores da grande depressão dos anos
1930, e esse período os impactou de forma profunda.
Quando falávamos em comprar algo, eu me lembro que
meus pais ficavam muito, muito tensos. Eles costumavam repetir coisas como: “não podemos pagar por isso, deixe isso no
lugar, não podemos pagar. Não me peça nada, não temos dinheiro” e coisas
desse tipo.
Meus pais tinham o que chamam de “mentalidade de escassez”, e esta
mentalidade é a causadora das frases “não
podemos pagar...” e eles as levaram por anos em seu repertório. Mas o fato
é que eu cresci e embora não tenha experimentado os impactos da depressão, assim
como a maioria de vocês nunca experimentou, inconscientemente seguimos perpetuando
esse tipo de mentalidade por 10, 20, 30 e 40 anos depois, e é incrível ver que continuamos
repetindo as mesmas frases nos dias atuais: “não podemos pagar, não podemos pagar, não podemos pagar”.
Ainda estamos usando as mesmas frases críticas, as
frases que guardamos e que carregam fatores emocionais que aprendemos de nossos
pais. Talvez seus pais tenham lhe dito o que os meus diziam repetidas vezes: “nunca termina o que começa, não consegue
terminar algo simples como isso... nunca termina o que começa, não passa de um preguiçoso,
nunca termina o que começa”, e quando me tornei adulto, tive muitos
problemas para terminar o que começava.
À medida que me aproximava do final de alguma
tarefa, começava a suar, ficava nervoso e ansioso e procurava qualquer desculpa
para adiar aquela tarefa, ou simplesmente a abandonava.
O SEGUNDO FATOR QUE NOS PREDISPÕE À EMOÇÕES NEGATIVAS É A FALTA DE AMOR.
Estudos apontam que para acontecer um
desenvolvimento satisfatório da personalidade de uma criança, é necessário que
ela receba amor em quantidade e com qualidade. Que receba amor em quantidade e
com qualidade em especial de seus pais, assim como de todos que a cercam. De
fato, existe uma relação direta entre a quantidade e a qualidade do amor que
uma personalidade saudável necessita. O amor não correspondido, ou amor negado,
é uma das causas principais da pessoa infeliz, negativa, assim como de uma
mente adoecida.
Para que uma criança se sinta verdadeiramente
amada e feliz, ela deve conviver com pais que tenham uma boa autoestima, mas
sabemos que nem sempre as coisas acontecem dessa forma. A grande maioria das
pessoas foi criada por pais que foram vítimas de seus próprios pais, que, por
sua vez, também foram vítimas de seus pais, e este é um ciclo interminável.
Um escritor famoso disse que: todo mundo é vítima de uma vítima. Todos somos vítimas de vítimas.
Nossos pais queriam nos criar da melhor forma possível, mas os próprios foram
vítimas de vítimas. E se nosso desejo é que uma criança se sinta
verdadeiramente amada, devemos estar atentos à 3 CONDIÇÕES DETERMINANTES.
A CONDIÇÃO NÚMERO 1: OS PAIS DEVEM AMAR A SI MESMOS.
Os pais devem ter um alto nível de amor próprio.
Lembra do que vimos antes? Uma pessoa nunca deverá amar a outra acima do que
ama a si mesma. Se os pais não se amam, não poderão amar seus filhos. Se têm
pouco amor por si mesmo, ainda assim, eles devêm compartilhá-lo com seus
filhos. Se têm um baixo nível de amor próprio, e este ainda é absorvido por seu
cônjuge, então, às vezes, mesmo que queira amar seus filhos, não lhe resta amor
para compartilhar.
O que sabemos é que a maioria dos pais realmente
deseja amar seus filhos com todas as forças, mas, o que vemos em muitos casos, é
que muitos pais não têm amor para dar. Uma das causas principais desse fenômeno
é o próprio fato desse pai ter sido criado em ambiente onde a escassez de amor
era predominante. Não conseguem amar seus filhos, pois não receberam amor em quantidade
e com qualidade suficiente em seu desenvolvimento.
A CONDIÇÃO NÚMERO 2: É QUE OS PAIS DEVEM SE AMAR MUTUAMENTE.
Para que uma criança cresça se sentindo confiante,
amada e segura, ela deve crescer em um lar onde os pais se amem mutualmente.
Não há nada que cause mais medo e terror em uma criança do que crescer em um
lar onde os pais brigam o tempo todo, onde os pais não demonstrem amor entre si
e onde existem dificuldades enormes de convívio, digo isso porque a criança
sempre terá a tendência natural de se sentir vítima.
A criança que é educada com gritos, que é inúmeras
vezes repreendida durante seu desenvolvimento, tende a acreditar que a razão principal
das brigas entre seus pais é culpa sua. Agora, uma pesquisa interessante sobre
esse assunto diz que, como há muitas famílias monoparentais, os dados mostram
que quando um dos pais se vai, seja por conta de uma separação, ou divórcio, as
crianças que ficam, invariavelmente, tendem a se convencer que a razão dessa
separação é culpa sua.
Por isso é tão importante que se um casamento, ou
relacionamento, está no fim, aquele que ficar deve dizer às crianças, deve
repetir inúmeras vezes, que a razão daquela separação não é culpa dela! Que
tudo que aconteceu tem a ver com “eu e seu pai”, “comigo e com sua mãe”, e que isso
nada tem a ver com a criança. A criança precisa ouvir isso muitas, muitas vezes
antes de se sentir confiante e segura novamente. Você sabe, mas ínsito em repetir,
é sempre melhor para uma criança ser criada por um dos pais que lhe ame de
verdade, do que por dois que não a amem.
A CONDIÇÃO NÚMERO 3: É QUE OS PAIS DEVEM AMAR A CRIANÇA.
Uma das condições mais importantes que deve ser
atendida, se não quiser que falte amor para seus filhos, é que os pais devem
amar a criança e devem expressar esse amor constantemente. Bem, parece muito
óbvio e lógico, mas a verdade é que existe algo, e isso pode ser difícil de
ouvir agora que chegamos na fase adulta e sequer pensamos nisso, mas é possível
que existam pais que não amem seus filhos.
Não porque não quiseram, talvez até tentaram, tinham
a intenção de fazê-lo, é claro, mas como esses pais tinham inúmeros conflitos e
problemas não resolvidos com seus próprios pais, e sofreram com a guerra, a
depressão, tinham que cuidar de suas carreiras e tinham outras
responsabilidades, nunca conseguiram amar seus filhos como realmente mereciam, consegue
me entender? Talvez esta possa ser uma dificuldade, alguns pais até desejaram
amar seus filhos, mas o fato é que nunca conseguiram lhes dar amor e tempo em
quantidade e com qualidade.
A única forma de amar uma criança é passando tempo
com ela. Dez minutos por dia não são o suficiente. Quando me refiro ao tempo,
estou falando de tempo em grande quantidade, com qualidade, com dedicação e com
atenção. As crianças se sentem amadas e valorizadas de acordo com a atenção que
recebem das pessoas mais importantes em suas vidas.
Se seus pais, que são as pessoas mais importantes
em suas vidas, dedicam pouco tempo para elas, as crianças imaginam que a razão disso
é porque elas têm algum problema, ou que existe algo muito errado com sua
aparência, comportamento e as crianças geralmente usam essas ideias para
justificar a ausência dos afetos.
As crianças não pensam com a razão, pensam segundo
as suas emoções. Suas conclusões estão baseadas apenas em: “meus pais estão aqui, então eles me amam –
e se não passam tempo comigo, eles não me amam”.
E se qualquer uma dessas três condições existiu enquanto
você se desenvolvia: se seus pais não se amavam, não se amavam mutuamente, ou
talvez não te amavam, porque nunca conseguiram, embora desejassem, é bem
provável que você tenha crescido e se desenvolvido em meio à CRÍTICA DESTRUTIVA que podemos chamar aqui
também de – CULPA.
Lembra que falamos sobre “culpa” em outra aula? A culpa
é o tronco da “árvore das emoções negativas”. A culpa desperta sentimentos de inferioridade em relação a nós mesmos,
ou em relação ao nosso mundo particular. Mas, de onde tiramos esse sentimento? E
aqui está uma chave para a aula de
hoje: nós obtemos o sentimento de inferioridade quando as pessoas mais importantes
de nossas vidas nos criticam repetidamente e, ao mesmo tempo, quando elas não expressam
amor em quantidade e com a qualidade que tanto necessitamos em nosso
desenvolvimento.
Ao passar por esse caminho, o que ficará
registrado em seu subconsciente é que você não é uma pessoa valiosa, ou pior, que
você não vale nada! O sentimento de culpa
nos leva muito rápido ao sentimento de falta
de merecimento e falta de amor
próprio. Em resumo, a culpa, a falta de merecimento e a falta de amor
próprio, são conhecidos como os maiores destruidores de personalidades e
causadores de problemas do Século XX.
Aqui está uma das fontes principais causadoras de
doenças mentais e aqui está também um dos fatores determinantes para
diagnosticar os problemas que enfrentamos em nossas relações, aqui está, ainda,
a causa principal das doenças psicossomáticas e a causa da maioria dos
problemas que afetam as sociedades.
A culpa e os sentimentos profundos de falta de amor
próprio geralmente são expressos, ou estão escondidos, em pensamentos, atitudes
e frases críticas que muitas vezes repetimos e nem nos damos conta, mas quando
dizemos: “não sou uma pessoa valiosa,
não mereço que isso aconteça comigo. Não mereço isso, outra pessoa merece, mas
eu não...”, estamos, na verdade, evidenciando esses padrões, portanto,
esteja atento.
LEMBRA QUE FALAMOS SOBRE AUTOESTIMA EM OUTRA AULA?
Deixe-me lembrar que o conceito de autoestima significa
que você se ama muito, e que por isso, sempre irá buscar o melhor para você em
sua vida. As pessoas que foram criadas em ambiente onde a CRÍTICA DESTRUTIVA
predominava, além de não gostarem de si mesmas, não se sentem boas o suficiente
e, na maioria dos casos, estão cheias de ódio por si mesmas. Se odeiam, se
autocondenam, se automutilam, não têm nenhum amor próprio.
É muito triste, mas podemos notar esse
comportamento em sua comunicação e nos relacionamentos com outras pessoas. As
pessoas que se autocondenam, ainda que se esforcem para construir boas
relações, não são capazes disso. As pessoas que sentem que não valem nada,
sempre expressarão esse sentimento em seus modos e esse sentimento sempre será
um problema em sua vida. Bem, mas qual é a razão principal da culpa? E de onde
vem a culpa?
A culpa vem de três fontes NEGATIVAS:
NÚMERO 1: Pais negativos;
NÚMERO 2: Influências negativas;
NÚMERO 3: Religião negativa.
Qualquer uma dessas três fontes usa a culpa de
maneiras diferentes e as três à aproveitam ao máximo. Especialmente os pais e
as organizações religiosas. Mas por que eles fazem isso? Simples, existem duas
razões: a primeira delas é que usam a Culpa como forma de CASTIGO. A culpa é muito usada para nos castigar, principalmente
quando somos crianças.
Usar a culpa como forma de castigo é a maneira
mais fácil de fazer alguém se sentir mal. Nossos pais, quando querem nos culpar
por algo, usam castigos físicos, usam sermões, nos humilham ou nos repreendem. O
castigo é uma forma muito eficaz de ir nos moldando e de conseguir que façamos tudo
aquilo que nos pedem.
A segunda razão para usarem a culpa é que, quando
praticada de maneira consciente – e algumas organizações sabem e a praticam dessa
forma – conseguem ter mais controle sobre nós. Há algo que merece um destaque especial
aqui, a maioria das organizações usam a culpa para obter um controle maior sobre
as “emoções” das pessoas. Se podemos controlar as emoções de uma pessoa através
da culpa, podemos facilmente manipular seu comportamento.
Muitas organizações usam a culpa como uma
ferramenta de controle e manipulação das pessoas. Se podemos controlar as
emoções de uma pessoa com essa força, podemos conseguir mais do seu dinheiro, podemos
conseguir mais do seu tempo, podemos força-las a se comprometer em nossas
campanhas, podemos pedir que nos envie cada vez mais recursos, e etc. É por
isso que muitas organizações usam a culpa para aplicar o CASTIGO.
Algumas organizações que anunciam na TV aberta usam
o sentimento de culpa. O roteiro de seus comerciais geralmente nos faz sentir
culpa por algo e, com isso, somos convidados a enviar algum recurso. Ao fazer
isso, nos sentimos aliviados por saber que estão se encarregando de cuidar dessa
responsabilidade por nós.
A CULPA É UM PADRÃO!
Digo isso porque a culpa continua sendo usada por
quase toda a Sociedade. Mas por que
usamos tanto a culpa uns com os outros? Em primeiro lugar, é porque quase
todas as pessoas temem o sentimento de culpa!
Elas o temem de formas diferentes, em níveis diferentes, mas todos o temem.
Em segundo lugar, é porque aprenderam que a culpa é
jeito mais fácil. Quando usamos a culpa, tudo fica mais fácil. Sabe me dizer
por que seus pais usaram a culpa com você? Lembra que sua mãe podia controlar
um quarto cheio apenas usando a culpa? As mães têm o poder de controlar seus
filhos a milhares de quilômetros de distância, usando a culpa e um celular.
Sabe por que os pais usam a culpa para controlar
seus filhos? O motivo principal é óbvio! Porque os pais deles a usaram com eles
e, infelizmente, esse jogo segue até os dias de hoje, e vocês sabem por que as
pessoas fazem isso? É porque esse é o caminho mais fácil! Não requer esforço
físico e nossos pais podem nos controlar apenas com um olhar, ou uma palavra. Você
sabe que as pessoas sempre buscam o caminho mais fácil para resolver os seus
problemas, portanto, esteja alerta.
É fato que a maioria das pessoas se desenvolveu em
ambientes onde as fizeram se sentir culpada por algo. Imagine comigo: a culpa é
como um vaso sanitário repleto de bactérias
emocionais negativas. Agora imagine que esse vaso foi implantado na raiz da
sua psique, no “subconsciente”, e que uma colônia
de bactérias emocionais negativas está lá ativa e criando emoções negativas
como: raiva, ódio, inveja, ressentimento, frustração, dúvida, medo e etc., já
pensou o quão assustador é essa imagem? Um vaso cheio de bactérias ativas e
criando cada vez mais bactérias e emoções negativas?
É realmente uma imagem terrível e, ao vermos isto,
a pergunta que nos vêm é: o que podemos
fazer para nos livrar dessa imagem aterrorizante?
E para nosso alívio, eu trago a melhor maneira que
encontrei para nos livrarmos dessa imagem.
O que nós devemos fazer é ir até o vaso, descer até a raiz de nossa psique, arrancar
o vaso pela raiz e depois, devemos exorcizar todas as emoções negativas de uma
vez por todas de nossas vidas!
Saiba que durante toda essa mensagem, é exatamente
isso que estou fazendo. Agora, para de fato começarmos a fazer isso, precisamos
responder à seguinte pergunta: como iremos
descobrir se fomos, ou não, criados com a culpa? Para responder a essa
questão chave, precisaremos buscar entender qual a...
MANIFESTAÇÃO DA CULPA EM ADULTOS.
Podemos começar fazendo uma análise simples na sua
personalidade para verificar o quanto de sentimento de culpa está carregando na
vida adulta. Vamos conhecer alguns passos:
NÚMERO 1: a
manifestação da culpa nos adultos é geralmente expressada em sentimentos de
inferioridade, incapacidade, inadequação, autocrítica em excesso e sentimentos
de não ser merecedor dos sucessos que tem colhido. É muito comum que adultos com
sentimentos como estes aflorados, não se sintam merecedores ao alcançarem
grandes conquistas, ou receberem prêmios em sua vida.
Se uma pessoa foi criada com a CRÍTICA DESTRUTIVA, se foi condicionada
a se sentir culpada por uma série de questões, então, ao alcançar Sucesso em
sua vida, mesmo que isso tenha lhe custado um esforço enorme, terá a tendência
de sentir que não merece esse sucesso. Costumo chamar a isto de “medo do Sucesso”.
O medo do sucesso é apenas uma outra forma de
dizer que a pessoa foi condicionada a sempre pensar que é alguém de pouco valor,
ou que não é boa o suficiente para aquele trabalho, e pessoas assim geralmente
se sentem muito, muito desconfortáveis quando experimentam algum Sucesso em sua
vida. Essas pessoas se sentem muito tensas e desconfortáveis com esse tipo de
situação.
Essas pessoas sentem uma ansiedade enorme e algumas
delas infelizmente abusam de drogas, abusam de bebidas alcoólicas, demonstram um
comportamento autodestrutivo, ficam extremamente ansiosas, vivem preocupadas, aflitas,
como se alguém pudesse descobrir algo em sua vida que pudesse pôr tudo a perder.
Existe um livro bastante conhecido que diz: “estou indo tão bem, por que me sinto como
um impostor?”. Esse livro trata justamente do que podemos chamar de “a síndrome
do impostor”. A propósito, você alguma vez obteve sucesso em um trabalho e
as pessoas vieram lhe parabenizar, dizendo: “muito bom, isso foi ótimo! Meus
parabéns! Você fez um excelente trabalho”, e mesmo que realmente tenha conquistado
isso às custas de um esforço enorme, sentiu que os outros poderiam descobrir
algo que colocaria tudo abaixo?
Você alguma vez já se sentiu como “um impostor”? Como se a qualquer
momento alguém fosse descobrir que você não é tão bom o quanto pensa? Que tudo
que fez não passa de uma fraude, que foi apenas um acidente?
O que posso dizer é que ao estudar essa área,
percebi que o comportamento padrão das pessoas que sofrem esse tipo de transtorno,
ao serem parabenizadas, é usar o apoio emocional para omitir esse sentimento, e
dizer coisas como: “o que é isso, foi
apenas uma coincidência, foi um acidente. Na verdade, eu nem sei como fiz isso”.
Em resumo, essas pessoas fazem de tudo para fugir do
sentimento do Sucesso e caminham direto para o sentimento de inferioridade e de
não serem merecedoras dos aplausos! Como sempre, fique alerta a esse tipo de
comportamento. Essa foi a manifestação NÚMERO 1, agora vamos à...
NÚMERO 2: a segunda
manifestação da culpa em adultos é “A
AUTOCRÍTICA DESTRUTIVA”.
Há uma linha de um grande poeta que diz: “aqueles a quem é feito mal, farão o mal em sua
vez”. As crianças, desde muito cedo, às vezes aos 2 ou 3 anos, começam a se
menosprezar, se machucam, se batem e se castigam fisicamente quando são criticadas
demais. Elas sempre dizem coisas como: “não
sou uma criança valiosa, não valho o suficiente”, ou “não sou uma criança boa” e se punem. A crítica Destrutiva é um
sintoma real de um sentimento escondido de culpa e insuficiência.
MANIFESTAÇÃO NÚMERO 3: AS PESSOAS SÃO FACILMENTE MANIPULADAS PELA
CULPA.
As pessoas podem puxar e apertar os seus cordões de
culpa de forma muito simples. Realmente vemos que existem dois tipos de pessoas
no mundo: os lançadores de culpa e os receptores de culpa.
Invariavelmente, essas pessoas se atraem mutuamente e, claro, o lançador de
culpa é a pessoa que se identifica com o pai que lançou a culpa, e o receptor é
a pessoa que se identifica com quem recebeu a culpa.
Mas os lançadores e receptores de culpa se unem,
se equilibram perfeitamente, se estabelecem e formam uma nova geração de
lançadores e receptores de culpa. Podemos dizer que você é facilmente
manipulado pela culpa porque foi bem condicionado para isso. Por exemplo, seu
chefe pode puxar o seu corão de culpa, uma pessoa no ônibus pode puxar o seu cordão
de culpa, a atendente do telemarketing certamente já puxou o seu cordão de
culpa, mas, lembre-se sempre que: você, e somente você, é quem decide quando
irá se irritar, portanto, esteja alerta para situações desse tipo.
A 4º manifestação da CULPA É QUANDO A USAMOS!
É quando usamos a culpa e culpamos os outros
generosamente, sabe por quê fazemos isso? Muito simples, porque se funcionou tão
bem em nós, certamente funcionará neles também. Parece ser uma troca, parece um
acordo justo. Usamos a culpa e desenvolvemos a habilidade de culpar os outros,
e esse sistema se torna uma base sobre a qual estarão todos os nossos relacionamentos
com as outras pessoas.
Quando algo dá errado em nossa vida, a culpa sempre
será de outra pessoa. Quando algo acontecer de errado, imediatamente culparemos
outra pessoa e dessa forma, ao nos deparar com um problema, iremos rapidamente procurar
alguém para culpar.
Há alguns anos atrás, pesquisadores fizeram um experimento
muito interessante. Eles colocaram uma câmera escondida no alto de um poste e
substituíram uma das pedras da calçada por um bloco de gelo, é claro que
fizeram tudo isso sem que ninguém pudesse ver. Não estava muito frio, mas
fizeram isso para observar como seria a reação das pessoas ao passarem por aquela
pedra lisa e escorregadia.
Então, as pessoas vinham caminhando tranquilamente
pela rua e, ao passar ali, se desequilibravam, escorregavam, e algumas caíram. O
mais interessante é que a primeira atitude delas era olhar para a pessoa mais
próxima com muita raiva, em outras palavras, a resposta imediata de todas as
pessoas era procurar alguém para culpar! E se não houvesse ninguém por perto, elas
apenas se levantavam, olhavam para os lados, e como não havia ninguém para
culpar, se irritavam muito com a calçada, chutavam e chutavam com força e depois
saiam.
O interessante desse experimento é que em casos
assim é possível percebermos a tendência natural humana de sempre que as coisas
não acontecem como esperamos, ou mesmo quando dão errado, imediatamente buscamos
alguém, ou algo, perto ou longe, para jogar toda a culpa, em especial se fomos
criados com a crítica destrutiva.
A 5º MANIFESTAÇÃO: É o que
chamamos de LINGUAGEM DE VÍTIMA.
Agora, lembrem-se do que falamos sobre a Lei da CONCENTRAÇÃO. A lei da
CONCENTRAÇÃO diz que “tudo aquilo em que
nos concentramos, crescerá”. Ao compreender isso, iremos entender que se usamos
uma linguagem de vítima em nossa vida, estamos, na verdade, mantendo acesa e viva
a chama da culpa, e estamos reforçando e cultivando a culpa através desse
comportamento.
A linguagem de vítima é geralmente expressada
quando dizemos coisas como: “não posso,
não mereço, eu não posso”, e ao repetirmos frases assim, estamos enviamos à
mente subconsciente mensagens e comandos que a mente subconsciente irá
interpretar e entender como comandos que nos incapacitarão e nos farão perder o
CONTROLE sobre as situações, em resumo, COMANDOS que nos farão vítimas das
situações.
Você notará se tem esse comportamento quando
decidir realizar algo novo em sua vida, e notar que rapidamente surgirão em sua
mente pensamentos como: “não posso, não
posso, eu não consigo...”, pensamentos que você mesmo programou em seu subconsciente
e que agora estão atuando sobre você e asism se sentirá incapaz de realizar
aquilo que deseja.
A segunda forma que também é muito usada é a que
diz é “tenho que, tenho que”, e
novamente, ao agir dessa forma você não tem nenhum CONTROLE porque não está no
comando.
Mas há outra expressão da linguagem de vítima que
devemos evitar, e essa é “vou tentar, eu
vou tentar”, seja o que for. O que significam as palavras “vou tentar”? Bem, deixe-me dizer o que
significam. Significa que você está afirmando que irá fracassar, e como me
disse isso antecipadamente, espera que eu não te cobre pelo resultado. Em
outras palavras, está dizendo que vai tentar chegar na hora certa, mas, como se
justificou, talvez chegue atrasado, e não poderei reclamar, porque me disse que
tentaria chegar na hora certa.
Quando uma pessoa disser: “vou tentar”, ela na verdade está pedindo desculpas pelo fracasso de
forma antecipada. Bem, para melhorar isso, vamos a um exemplo prático.
Imagine que você foi à uma consulta e o médico te
examinou, auscultou e no final disso ele te fala: “você está em péssimas condições, precisamos correr. Preciso que vá até
o hospital mais próximo agora mesmo. Eu estou surpreso que tenha conseguido chegar
até a clínica”.
Imagine-se numa situação dessas, o que você diria
ao médico? Certamente você diria algo como: “doutor, eu espero que faça um bom trabalho e que eu me recupere”,
essa é a resposta mais honesta de sua parte. Agora, o que me diria se a
resposta do médico fosse: “eu vou tentar...”,
se ele te disser isso, você rapidamente sairá dali para procurar outro profissional,
não é assim?
Imagine que precisou de um advogado. Digamos que
você bateu em alguém no trânsito, ou que te culparam por algo, e você vai a um
advogado e apresenta seu caso, e diz: “o senhor pode me defender?”, e ele te responde:
“é, eu vou tentar”. O que ele está dizendo é: “escute, estudei o caso e, pelo que vejo, não há muitas esperanças, mas
vou aceitar de qualquer maneira”. A frase “eu vou tentar” é sempre dita por advogados que exigem pagamentos
antecipados. Se você não quer cair nesse tipo de situação embaraçosa, fique
atento a esses exemplos.
Ainda em relação a “vou tentar”, você precisa evitar esse jogo de palavras, o que você deve
dizer é: “vou fazer”, ou “não vou fazer”. Nunca diga “vou tentar”. Se em minha empresa, saiba
que tenho muitas empresas e todas ativas em seus mercados, se chamo alguém e peço
algo, algum trabalho específico, e se essa pessoa me disser “tentarei” entregar na sexta-feira, ou disser
que “vai tentar” terminar a tempo,
imediatamente entendo que o que essa pessoa realmente quis me dizer é que deseja
se livrar desse compromisso, quis me dizer que nesse momento ela não quer se
comprometer com esse trabalho.
Então, nunca deixo que alguém saia de minha sala com
um “eu vou tentar”. Deve ser feito,
ou não, e quero obter uma garantia. Se for necessário, eu mesmo faço. Mas
quando me dizem “eu vou tentar”, o
que entendo é: essa pessoa está lavando as mãos bem aqui na minha frente. E se
você também tem negócios, esteja alerta a esse tipo de respostas.
A outra palavra é “eu queria, mas”. Dizem que a palavra “desejaria” é uma falsa esperança, ou que é como um objetivo pequeno
e sem nenhuma energia em sua base. “Eu desejaria,
mas”, o que significa isso? Significa dizer que essa pessoa tem vontade,
age de forma imediatista, e significa que ela gostaria de ter algo, mas sabe
que nunca poderá alcançar.
Quando alguém lhe disser que: “desejaria perder peso”, o que significa
é que as palavras não ditas são “mas sei
que eu não posso”, e se você perguntar a esta pessoa: então, por que você acredita que não pode? Ela te responderá coisas
como: porque não, por causa das
desculpas que tenho, por causa do meu metabolismo e por causa dos problemas,
e etc.
Sempre existirão razões suficientes pelas quais essas
pessoas acreditam que irão fracassar, e elas sempre arrumarão pretextos que
justifiquem suas desculpas, por exemplo: “eu queria parar de fumar, mas...”; “eu
queria entrar em forma, mas”; “eu queria, eu queria, eu queria”. Quando usamos
as palavras “eu queria, mas...”, mostramos ao subconsciente que isso é algo que
não acreditamos ser possível alcançar, ou adquirir.
Então, como você sabe, o subconsciente descarta
completamente isso como meta e não dá a energia, a motivação, o impulso e o
desejo de alcançá-la. Mais uma vez, esteja muito alerta à linguagem vítima.
Esteja alerta a expressões como: “sim,
mas”, ou “eu faria, mas”. Alguém
lhe pede para fazer algo e você responde: “eu
faria, mas”, aqui, a palavra “mas”
funcionará como uma borracha enorme!
Se alguém diz que você poderia aumentar suas fontes
de renda, que poderia aumentar seus rendimentos, ou melhorar seu desempenho
como pessoa, ser mais feliz, perder peso ou qualquer coisa desse tipo, e você responde
que: “sim, mas”, ao dizer, “mas”, você
na verdade está apagando todo o impulso inicial e enviando uma mensagem ao “subconsciente”
onde o comando é: “não existe a menor possibilidade
de conseguir isso”. E como você já conhece e entende o funcionamento básico
do “subconsciente”, sabe que a resposta enviada à mente consciente será a
seguinte: não adianta se esforçar, não temos energia suficiente, não podemos exercer
a capacidade necessária, não temos habilidade alguma para alcançar esse
objetivo!
Ao ver esse tipo de padrão se repetindo ao longo
dos anos, percebi que todas as pessoas que foram criadas com culpa possuem cinco características,
percebi que existem CINCO MANIFESTAÇÕES da culpa em adultos, aqui estão elas:
A Número 1: todas as
pessoas criadas com CULPA têm fortes sentimentos de inferioridade, se sentem inadequadas,
se sentem não merecedoras dos sucessos e de receberem coisas boas em suas
vidas, e etc., portanto, esteja muito alerta a esse primeiro ponto;
A Número 2: todas as
pessoas criadas com CULPA se auto compadecem continuamente e usam a autocrítica
destrutiva sobre si mesmas até chegarem ao ponto da “estagnação total”;
A Número 3: todas as
pessoas criadas com CULPA a usam em si mesmas e culpam os outros por tudo que
lhes acontece;
A Número 4: todas as
pessoas criadas com CULPA são pessoas facilmente manipuladas pela culpa e...
A Número 5: todas as
pessoas criadas com CULPA usam a linguagem vítima quando tentam justificar seus
fracassos e sua falta de energia para lidar com os desafios.
ENTÃO, COMO NOS LIVRAMOS DA CULPA?
Para se livrar da culpa, vou lhe dar o processo, existem
alguns passos importantes.
NÚMERO 1: O PRIMEIRO DA LISTA, ELIMINE A AUTOCRÍTICA.
Elimine a crítica autodestrutiva, em outras
palavras, nunca diga nada crítico, ou destrutivo sobre si mesmo. Não o diga,
entenda e siga essa regra básica: seu subconsciente aceitará o que diz como
verdadeiro, como um MANDATO. Então, não diga nada sobre si mesmo que não deseje
sinceramente que se torne verdade. Nunca diga: “estou cansado, estou gordo...”,
nunca repita coisas como: “isso não é para mim..., eu não posso..., eu deveria,
mas...”. Não diga nada disso a menos que queira que se torne verdade.
Lembre-se sempre que as palavras que vêm depois da
palavra “eu” são as palavras que seu
“subconsciente” entende como um MANDATOS,
entende como sendo um COMANDO. Essa regra só deixa de existir quando dizemos: “eu
desejo, mas...”, ou “eu vou tentar”.
Então, de agora e em diante, procure eliminar a
crítica destrutiva de sua vida. Fale sempre em termos positivos sobre si mesmo,
como vimos antes: “a minha personalidade
me agrada; sim, eu posso fazer isso; sim, eu escolho fazer isso”, mas nunca
diga “eu não posso”, ou, “eu tentarei”.
NÚMERO 2: NÃO SE DEIXAR MANIPULAR PELA CULPA.
Recuse-se ser manipulado pela culpa. Porque cada
vez que você permitir que alguém te manipule usando a culpa, sabe o que vai acontecer?
Você a reforça e torna mais poderoso o efeito e a influência da culpa em sua
vida.
Quando cresci, devo dizer que cresci em uma
família muito influenciada pela religião negativa. Realmente, minha mãe, Deus a
abençoe, era faixa preta em pecado e ela fez um trabalho verdadeiramente soberbo
nisso e o resultado disso é que foi preciso muito tempo para me recuperar desse
fardo.
Quando me casei com Barbara, ela também vinha do
mesmo tipo de família, e refletimos. Havia uma resposta simples e eficaz que
usávamos todas as vezes que um de nós começava a repetir os velhos padrões, nos
olhávamos e dizíamos: “nem tente me
fazer culpado disso”, ou “não tente
me culpar por isso, okay?”, em resumo, nunca permita que as pessoas te
manipulem usando a culpa.
O NÚMERO 3: NÃO USE A CULPA, OU A CULPABILIDADE, E ANUNCIE QUE NÃO IRÁ USÁ-LA.
Não a use em outras pessoas e permita que seus
filhos, sua companheira, digam o mesmo. “Não tente me fazer sentir culpado, Ok?”.
Repita essa frase o máximo possível, e se a outra pessoa disser, “é exatamente isso que estou querendo fazer”,
responda: “pois, trate de parar agora
mesmo, pois isso não funciona comigo”, e verá que realmente não funcionará.
Sabe por quê? E mais uma vez, a resposta é bem simples: a culpa só funciona
enquanto você não souber que está sendo usada em você!
O NÚMERO 4: É O QUE CHAMAMOS DE A “LEI DO PERDÃO”.
Está é a Lei mais importante de todas, realmente este
é cerne, o centro e é também o ápice de toda essa aula. A Lei do PERDÃO nos diz simplesmente que você estará mentalmente
saudável na medida em que pode perdoar livremente e esquecer todas as ofensas
recebidas. A Lei do PERDÃO diz muito
sobre sua habilidade para perdoar os outros.
Esta é uma chave-mestra e determinante para a sua
felicidade e que comandará 100% do seu Sucesso na vida. A sua habilidade para
perdoar os outros é a única forma eficaz de eliminar a culpa. Sua disposição para perdoar os outros e esquecer ofensas é um
fator determinante e o mais importante que dirá se você está, ou não,
totalmente engajado e comprometido com sua vida, se é um adulto funcional e um
ser humano importante.
Porque a tendência de culpar os outros e guardar
ressentimentos é uma tendência patológica infantil que todas as pessoas mentalmente
doentes possuem. A habilidade de esquecer, de perdoar livremente, é A MARCA DO SER HUMANO VERDADEIRAMENTE
ILUMINADO! Agora, aceite meu conselho e aplique-o em sua vida o mais
rápido.
Nesse momento,
existem 4 PESSOAS em sua vida
que você deve PERDOAR!
NÚMERO 1: perdoe os seus
pais! Perdoe seus pais por tudo o que tenham feito para machucá-lo. A maioria
de nossas pesquisas mostram que quase todos os nossos problemas como adultos
remontam a não estar disposto, ou não poder perdoar nossos pais por algo que
fizeram que nos feriu. Perdoe-os 100%! Ligue para eles, chame-os para sair e
diga-lhes, ou, pelo menos, perdoe em seu coração, mas perdoe seus pais.
NÚMERO 2: perdoe os
outros. Perdoe todos os outros. Perdoe todas as pessoas que tenham te ofendido
de alguma forma, por qualquer besteira, e deixe todo esse sentimento para trás.
É certo que ao ouvir isso, algumas pessoas dirão coisas como: “mas Brian, como assim? Eu não posso perdoar
essa pessoa, você não faz ideia do quão terrível ele foi comigo! Eu jamais vou
esquecer o que me fez, quem dirá perdoar, jamais...”, mas lembre-se disso:
o perdão é perfeitamente egoísta. O perdão não tem nada a ver com a outra
pessoa. O perdão tem a ver com sua paz interior, sua paz mental, e com sua
própria integridade mental.
NÚMERO 3: perdoe a si
mesmo. Perdoe-se pelas coisas ridículas, esdrúxulas, insensatas e estúpidas que
tenha feito em seu passado. Perdoe-se e entenda que a maioria das pessoas cometem
atos ridículos, falhos, insensatos e estúpidos, mas você precisa se perdoar, perdoe-se
100%, e, finalmente, chegamos ao...
NÚMERO 4: que nos
ensina que se você fez algo que machucou alguém, vá agora mesmo se desculpar. É
surpreendente a quantidade de vidas que são arruinadas ano após ano por pessoas
que não têm a força interna, a coragem e a bravura de dizer “eu sinto muito”. Uma das coisas mais
importantes é desenvolver o seu caráter até o ponto em que possa fazer as coisas
que são extremamente difíceis para nós, é desenvolvê-lo até o nível em que possa
fazer tudo aquilo que acredita ser o correto, mesmo que seja difícil, em especial,
se forem emocionalmente difíceis.
Portanto, a chave para nos livrarmos da culpa, a
chave para alcançar o seu potencial máximo e ser uma pessoa completamente
positiva, é simplesmente essa: “PERDOE
OS OUTROS”.
Perdoe as pessoas com quem se relacionou. Perdoe os
chefes que te fizeram algo indevido. Perdoe amigos que de alguma forma te
machucaram. Perdoe e esqueça os investimentos que deram errado. Perdoe aqueles
que te disseram não em momentos duros. Perdoe seus pais e perdoe a tudo e a
todos que de alguma forma lhe fizeram algo que não consegue esquecer.
Você precisa começar a desenvolver uma ATITUDE em
relação à vida em que se recusa a guardar rancor dos outros. Grave bem as
minhas palavras e as repita enquanto caminha, ou enquanto faz as suas
atividades domésticas, ouça: “não
importa onde estejam nesse momento, saibam que eu os perdoo por tudo, não
importa onde estejam nesse momento, saibam que eu os perdoo por tudo” - e
isso é o melhor que você pode fazer por si mesmo!
A chave para se livrar das emoções negativas é perdoar totalmente e se recusar a manter em si
mesmo qualquer tipo de situação negativa! Não se esqueça que o perdão é um ato
muito egoísta, e será tão egoísta quanto você quiser. O ato do perdoar te
liberta, e liberta a outra pessoa e garante que você se moverá rapidamente em
direção ao cumprimento de seu potencial para o sucesso.
E para terminarmos, ouça com atenção:
“Algumas pessoas gostariam de alcançar sucesso em suas vidas... outras,
acordam um pouco mais cedo, estudam e trabalham de forma inteligente para
alcança-lo. A maioria das pessoas de Sucesso que conheço alcançaram os seus
maiores sucessos apenas um passo além dos seus maiores fracassos”.
NAPOLEON
HILL.
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