Earl
Nightingale: Por que temos tanto medo de nos arriscar?
Coleção
Pílulas de Sabedoria: buscar segurança, ou se arriscar em algo novo?
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Olá, eu me chamo Diego Melo, espero que você esteja bem hoje!
De tempos em tempos surge entre nós seres
humanos raros que conseguem enxergar as coisas do cotidiano com um olhar mais
apurado e com ouvidos mais aguçados do que a maioria. Sua voz, quando
projetada, consegue atingir audiências maiores e, geralmente, consegue ser mais
forte do que a nossa.
Veja a Playlist completa da Coleção
“Pílulas de Sabedoria”
https://youtube.com/playlist?list=PL9CFxxlekK3oYAbafrdZ7GjzLQr--czSL
Se essa pessoa tivesse nascido junto com as primeiras tribos, certamente seria um professor. Se tivesse nascido na Grécia antiga, de certo que ele teria sido um grande contador de histórias, um escritor ou um dos grandes filósofos daquela época.
O homem de quem estou falando até agora era uma pessoa importante e necessária em nosso mundo, seu nome é Earl Nightingale. Earl Nightingale foi escritor, trabalhou como locutor em programas de rádio e TV, foi um professor muito admirado por seus alunos e foi também um dos mais assíduos estudiosos do desenvolvimento humano de sua época.
Espero que o conteúdo do canal Diego Melo ajude você a melhorar sua vida e a vida das pessoas que você ama!
Te desejo um rico e proveitoso momento
de estudo.
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Deus nos abençoe sempre.
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Navegue
mais rápido por capítulos:
00:00 – Início
01:33
– Por que temos medo de correr riscos?
02:08
– Que tipo de navio você é?
03:36
– Oportunidades!
09:58
– Um homem deve pensar por conta própria.
11:54
– A Criatividade!
15:25
– Robert Fulton escreveu que...
18:07
– O que é Fracasso?
21:16
– Segurança X Riscos
23:05
– Correr riscos não é ser IMPRUDENTE!
24:27
– Não quero me apaixonar...
25:31 – Um recado especial a você
...
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[TEXTO NA ÍNTEGRA]
Olá, eu sou o Diego Melo, seja bem-vindo
ao meu canal! No vídeo de hoje eu vou narrar um texto do Earl Nightingale que irá
responder uma questão chave para nossas vidas...
É possível viver sem o medo de correr
riscos?
Nessa mensagem o autor nos mostrará os
dilemas existentes entre as pessoas que buscam segurança na vida e aquelas que
não tem medo de se arriscar. Além disso, vamos aprender como aproveitar melhor
as oportunidades que nos cercam, como se manter firmes diante das contradições
da vida, como o pensamento criativo pode nos ajudar a tomar melhores decisões nos
momentos difíceis e vamos aprender também uma nova definição para a palavra “fracasso”
e como podemos aprender a transformar os fracassos
ocasionais em oportunidades de crescimento pessoal.
Se você acompanha o canal Diego Melo já
deve ter percebido que nesse momento o foco de minha pesquisa está nesse grande
autor que é Earl Nightingale, e sim, esse é mais um belo texto para a
coleção “Pílulas de Sabedoria”.
Se você deseja assistir a Playlist
completa, o link para ela está aqui na descrição do vídeo.
Essa não é uma mensagem curta! Você
precisa estar bem atento para aprender tudo que esse texto tem para nos ensinar,
então, a minha recomendação é que você assista até o final para que a mensagem
faça algum sentido em seu dia!
Antes, deixa te lembrar, por favor,
inscreva-se e curta esse vídeo e se essa mensagem te fizer ter um dia melhor,
me avisa aqui nos comentários – estou esperando!
Vamos à mensagem de hoje...
...
Earl Nightingale: por que nós temos tanto medo de
correr riscos?
Em nosso mundo, existem milhões de
pessoas diferentes umas das outras, cada uma delas é um ser humano único e com
desejos e objetivos únicos.
Certa vez estava num porto parado observando
e admirando o movimento de grandes navios, eles realmente atraem nossa atenção,
não há como não se impressionar com seu tamanho. Enquanto observava, no mesmo
porto, pequenas embarcações também atraíram atenção, mas não da mesma forma, é claro,
seus movimentos eram demasiadamente rápidos e passageiros.
Você já sabe, eu costumo comparar seres
humanos a navios e, falando nisso...
Que
tipo de navio você é?
O grande filósofo estoico, Epiteto, nos ensinou
que “a
adversidade apresenta uma pessoa a si mesma”. Ao saber disso, quando
você passar por tal ocasião, lembre-se de voltar para si mesmo e perguntar:
- Como posso transformar essa situação em uma
oportunidade?
E ao saber disso,
- Será que você tem todo o poder suficiente
para reverter os problemas que está enfrentando?
Tenho observado a algum tempo e parece ser
mesmo verdade que a oportunidade acena com mais certeza quando o infortúnio atinge uma
pessoa do que quando essa pessoa está na crista de uma onda de um sucesso.
Não há como negar que momentos delicados
aguçam nossa inteligência e permitem que vejamos os fatos com mais clareza,
além de nos fazer avaliar cada situação com um julgamento mais experiente.
Tenho observado que as pessoas parecem
estar ficando cada vez mais com medo do assunto “riscos”, seja ele qual
for. Elas parecem estar tão empenhadas numa corrida quase frenética por segurança
que correm dos riscos e sequer pensam no todo.
Mas há apenas uma forma de segurança que
podemos atingir durante nossas vidas, é a segurança interior. A segurança do
tipo que vem da experiência, da coragem, da capacidade, da vontade de aprender e
crescer para alcançar o desconhecido.
As pessoas sábias nem sempre buscam a
segurança comum como a maioria, as pessoas sábias costumam procurar por...
Oportunidades!
E quando essas pessoas começam a
procurar por oportunidades, passam a encontra-las em todos os lados. Podemos
medir as oportunidades com a mesma régua que medimos os riscos envolvidos pois,
a bem da verdade, oportunidades e riscos caminham juntos.
O famoso Almirante da Segunda Guerra
Mundial, William Halsey Jr., disse: “toque em um cardo timidamente e ele te
espetará, agarra-o com firmeza e veja-o desmoronar”.
Nossos problemas não diminuem quando nos
desviamos deles, eles tendem a crescer ainda mais. Os problemas se tornam menores
quando damos o nosso melhor, quando avançamos e nos dedicamos a resolvê-los.
Acredito que todos nós sabemos disso,
mas sei também que a tendência natural é esquecer justamente quando passamos
por situações complexas que exigem muito da nossa capacidade, por isso que de
hoje em diante, todas as vezes que estiver passando por algo assim, você vai
repetir para si mesmo o seguinte: os problemas se tornam menores quando os
enfrentamos e não quando nos esquivamos!
Eu particularmente gosto da linha que Epiteto
trouxe, “a adversidade apresenta uma pessoa a si mesma”. É quando a
gente começa a se conhecer realmente, é nesse momento que ficamos cara a cara com a pessoa real que somos
e esse é um estágio obrigatório para a nossa maturidade e crescimento.
De nada adianta nos preocupar com maus momentos
do passado onde cometemos erros e não conseguimos estar à altura dos nossos julgamentos,
perceba dessa forma, ainda não estávamos prontos, ainda não tínhamos maturidade
suficiente naquele ponto da nossa vida, não éramos sábios o suficiente e, além disso,
esses momentos estão no passado, mas o que realmente deveria nos importar é
como estamos enfrentando os problemas do agora.
Devemos observar com atenção e guardar em
nossas mentes a sabedoria e verdade contidas no conselho de Epiteto, onde ele
fala que “a oportunidade acena com mais certeza quando um infortúnio atinge uma
pessoa do que quando essa pessoa está na crista de uma onda de sucesso”.
Pessoas bem-sucedidas devem lembrar que
seu sucesso foi descoberto e construído a partir de algum tipo de adversidade. Veja,
a maioria dos problemas que nos afligem hoje são praticamente os mesmos problemas
que afligem milhões de outras pessoas, mas esse não é o ponto aqui.
O que eu desejo discutir com você não é
apenas listar problemas, mas sim como nós reagimos quando os problemas chegam,
esse sim é o fator determinante. Esse é o fator que determina não apenas nosso grau
de crescimento e maturidade, mas o nosso sucesso no futuro e, talvez, esse
fator também tenha grande influência em nossa saúde.
É bom nos livrarmos de uma vez por todas
dessa corrida frenética por segurança – isso nos deixará novamente
livres como quando éramos crianças e começamos a perceber que o negócio de
viver é começarmos a realmente gostar da vida.
Você já deve ter notado que as heranças
dessa vida costumam ir para as pessoas que não tem medo de correr de riscos! Se
você pensar um pouco sobre isso, acho que encontrará a mesma solução que eu.
Uma pesquisa indicou que 98% dos homens em
nosso país estão procurando por segurança em seu trabalho, ou seja, eles estão
interessados principalmente em se perder nas vísceras quentes e
nutritivas de alguma grande corporação, o que é bom, não estou criticando,
estou apenas comentando.
Mas geralmente esses não são por regra os
corredores de riscos, eles são os mais inseguros e muito embora possam até
gozar de ótima carreira profissional durante a vida, as chances são contrárias
e nos afirmam que este não é o grande prêmio a ser buscado.
A razão pela qual digo isso é que essa forma
de vida, tida pela maioria como a ideal, costuma não nos encorajar a fazer
muito mais que o necessário para sobreviver e, geralmente, gastamos o tempo
livre que temos, algo em torno de 72 horas por semana em que não estamos
trabalhando, nem dormindo, realizando atividades aleatórias.
Se essa for mesmo a sua intenção, está tudo
bem, mas eu acredito que deveríamos preencher esse tempo com atividades que nos
auxiliem a progredir para nos tornarmos seres humanos melhores para os nossos,
para a nossa sociedade e para o mundo.
O homem que arrisca e investe todo o seu
tempo livre seja escrevendo um livro, pintando quadros, desenvolvendo novas
invenções e estudando é geralmente um tipo único nesse meio, o tipo que
avançará para degraus acima de seus companheiros.
O homem que arrisca todo seu tempo livre
na busca de uma meta que deseja alcançar, na busca da realização de um sonho que
está primeiro em seu coração, aquele que o faz apostar todas as fichas, aquele
que acredita no poder de sua mente e na capacidade de materializar sonhos, esse
é o homem que está à frente do seu tempo, esse é o homem que enfrentará o mundo
sozinho – aqui está o homem que não tem “medo de arriscar”, aquele que,
geralmente, acumulará as maiores fortunas dessa terra.
Com isso, quero que note que nós não
estamos falando do stargazer, o “sonhador” que nunca entra em campo, me refiro
ao homem de ação, aquele que sai e levanta a poeira do mundo. Aquele que
certamente sofrerá alguns revezes, terá perdas e pode até ser ridicularizado
por amigos e parentes de tendência mais conservadora, mas, se permanecer
focado, alcançará o sucesso desejado e ganhará também o respeito e admiração – muitas vezes até a inveja – antes que conclua
o seu objetivo.
Você sabe que um dos maiores fatores a
seu favor é o tamanho do grupo ao qual pertence e de acordo com os números mais
confiáveis que encontrei, o corredor de riscos pertence à uma classe
que corresponde a cerca de 2% da população
e como essa pessoa geralmente está
trabalhando em uma ideia que de alguma forma beneficiará os 98%, há uma estranha
tendência terrivelmente favorável ao seu lado.
Além
disso, um homem deve pensar por conta própria e precisa dedicar mais dos seus
dias a pensar.
Ele deve fazer isso não como a maioria
costuma fazer, me refiro aqueles que estão confortáveis em cumprir o básico,
como falamos, pois, o básico pode até funcionar muito bem no dia-a-dia e, como mencionei
também, existe uma tendência que nos impulsiona a não fazer muito mais que precisamos
fazer para sobreviver, esse é um fato estranho, mas já bastante naturalizado na
sociedade moderna.
Qualquer um que invista grande parte do seu
tempo exercitando seu pensamento, terá uma boa ideia de vez em quando, a lei
das médias estará definitivamente caminhando ao seu lado. Se você pensar mais sobre
esse assunto, verá que tudo pode mudar em apenas um minuto, que essa pessoa só
precisa talvez de alguns minutos e de uma boa ideia para alcançar todos os
seus desejos.
E aqui temos outro ponto importante:
imagine que quanto mais você pensar nessa ideia de se tornar um corredor de
riscos e a analisar ponto a ponto com
a devida atenção aos detalhes, mais você verá que, na verdade, se tornar um
corredor de riscos não é algo perigoso como fala a maioria, afinal de contas,
as cartas estão na mesa e são essas mesmas cartas que darão aos corredores de
riscos os vários pontos de vista importantes que ele precisa para alcançar o
Sucesso desejado e, como disse no começo, as heranças dessa terra, definitivamente,
irão para aqueles que não tem medo de correr riscos.
A vida é repleta de contradições ocultas
e uma delas é que faz um homem pensar que está seguro em ter um trabalho fixo, ele
realmente não está, e o homem que parece estar correndo os maiores riscos, se
considerarmos a lei das médias, está na verdade trabalhando com a segurança real
– lembre-se que está é a que encontramos apenas
dentro de nós.
Vamos
falar um pouco sobre Criatividade!
As pessoas que se deram bem em nosso
mundo sendo criativas e dispostas a correr riscos calculados, são as pessoas que
conseguiram superar o medo das críticas e ridicularização. Sempre que você
tentar qualquer coisa em que correrá o risco de fracassar, automaticamente
estará correndo o risco de fazer as pessoas rirem de você.
Um professor universitário trabalhou por
muitos anos em uma invenção. Ele lutou muito para conseguir financiamento para
a sua pesquisa que consistia na construção de um dispositivo que faria a voz
humana viajar longas distâncias através de um fio, bem, as pessoas riram e
ridicularizaram sua ideia.
A multidão dizia que essa era de fato uma
ideia idiota, afinal de contas, imaginar a voz humana sendo transportada por um
fio e ouvida a muitos quilômetros, ou mesmo, por um quilômetro que seja, seria
algo impossível, mas o nosso velho amigo e benfeitor, Alexander Graham Bell, mesmo
diante de tais opiniões, não desistiu e toda vez que usamos nossos telefones,
estamos saudando o homem que permaneceu firme caminhando apesar da opinião da
multidão.
Milhões de pessoas rindo em escárnio não
deveriam nos machucar, mas todos alimentamos um pavor mortal a essa cena.
Estranhamente todos aqueles que se provaram heróis em meio às grandes crises
tremeram ante os enfrentamentos e essa é mais uma das inúmeras peculiaridades
da natureza humana, que provavelmente desenvolvemos quando crianças.
Pagamos um preço alto demais e,
certamente, mudamos a história da humanidade todas as vezes que ridicularizamos
os inventores e suas ideias. De hoje em diante, sempre que isso lhe acontecer, questione-se
antes de falar algo e considere não estar fechando a porta da fama, da fortuna
ou mesmo da imortalidade para esse ser humano.
Elias Howe inventou a máquina de costura
de ponto fixo, mas quase perdeu toda a sua produção para a ferrugem antes de
finalmente convencer as mulheres americanas a pararem de rir da sua invenção.
Levou um certo tempo até que conseguiu persuadi-las a usarem sua máquina de
costura com ponto fixo.
Foi só então que elas começaram a
perceber o que estavam perdendo, pois, com suas costuras sendo feitas tão
rapidamente, elas agora precisariam discutir o que iriam fazer com todo o tempo
livre.
Segundo contam, foi um biógrafo quem pintou
um triste quadro sobre “o homem que fez mais
do que qualquer outro para melhorar a qualidade do trabalho das mulheres de
nosso país, que na ocasião de uma aparição pública, fora forçado a pedir um
terno emprestado para estar em condições de se se apresentar ao público”.
Os homens são tão complexos quanto as
mulheres quando tratamos da resistência às novas ideias! A máquina de escrever
foi um sucesso comprovado por anos antes que os empresários pudessem ser
persuadidos a comprá-la.
Como
alguém poderia escrever cartas nesse tipo de máquina?
Eles argumentaram para justificar o
investimento de 100 dólares em uma máquina de escrever. Foi apenas quando a
Remington vendeu a patente para a empresa de telégrafo e escolheu dois grupos
de vendedores para começarem a trabalhar nas vendas, assim a resistência
finalmente foi quebrada.
A xerografia enfrentou o mesmo tipo de
problema quando foi introduzida pela primeira vez e outras invenções desse
tempo também tiveram batalhas semelhantes.
Aqui está um trecho de um dos cadernos
de anotações de Robert Fulton, o inventor do navio a vapor, ouça: “nós
mudamos o mundo, saímos da dependência dos ventos para a combustão a vapor, assim
nós navegamos mais rápido pelos oceanos desse mundo”...
Ele continuou escrevendo:
“Tive a oportunidade de passear todos os dias
no estaleiro onde meu projeto estava sendo montado. Eu frequentemente me
aproximava de estranhos e os ouvia conversando sobre o objetivo do meu projeto
de navio. A linguagem utilizada por eles era uniformemente a do escárnio,
zombaria e ridicularização. Era comum ouvir gargalhadas a plenos pulmões,
afinal elas eram frequentes e eu sabia que a fonte de tudo era o meu projeto,
eles estavam rindo as minhas custas. Eles também faziam cálculos sobre as
perdas e gastos envolvidos no processo e se julgavam únicos sabedores daquela
arte. As matérias da época nunca fizeram uma única observação encorajadora ao
meu projeto! Eu tão somente pude contar com minha esperança e o desejo ardente
de realizar. Essas foram as armas que escolhi para cruzar esse caminho tão
desafiador. Gostaria de dizer a todos que ouvirem essa mensagem que, em face de
tal episódio, é exatamente isso que deve acontecer a todos aqueles que ousam
tentar fazer algo novo”.
Emerson certa vez comentou que “nós não
deveríamos adoecer, mas mesmo assim as doenças vão e veem o tempo todo, isso é
tão certo quanto a esperança que temos na morte. Essa mesma crença, talvez
aditivada por algum tipo de perversidade e inveja embutida, faz a maioria de
nós pensar e esperar que qualquer nova ideia que vá contra os anseios populares
já conhecidos, terrivelmente falhará”.
Ainda sobre o grande Emerson, é também
de sua autoria a seguinte afirmação:
“Pitágoras foi mal compreendido assim como
Sócrates, Jesus Cristo, Lutero, Copérnico, Galileu, Newton e todos os espíritos
puros e sábios que já viveram nesse mundo e se tornaram grandes foram mal
interpretados”.
Creio que você sabe que tendemos a
esquecer, mas as grandes pessoas, os grandes escritores, os grandes professores
estavam, em sua maioria, em um violento desacordo com seu tempo e com a maneira
como as coisas estavam sendo feitas.
Nós aparentemente nos tornamos tolerantes
demais ao aceitar certas coisas e deixamos de lado nossa capacidade de sermos
criativos. Falo em especial aos que, diante de uma tarefa, recusam-se a pensar
individualmente e passam a tão somente repetir padrões.
Norman Cousins certa vez escreveu que a
questão mais delicada de todos os anos que estão por vir não é apenas o
desperdício de recursos físicos, mas o desperdício de recursos humanos.
O
que é o fracasso?
O que uma pessoa deve fazer (ou não fazer) para fracassar? Herman
Melville morreu em 1891. Ele escreveu o livro Moby Dick, obra épica, reveladora
e com um tremendo conceito metafísico do mal, tudo isso aos 30 anos de idade.
O livro Moby Dick foi publicado em 1851,
vendeu algumas cópias e logo foi esquecido, exceto por um grupo limitado de conhecedores
da sua escrita criativa. Melville morreu aos 40 anos. Ele se considerava uma pessoa
fracassada, ele considerava que seu livro Moby Dick também era um fracasso e,
do ponto de vista comercial, Melville estava certo.
Um de seus outros romances, chamado
Billy Budd, permaneceu inédito por 40 anos após a sua morte e, assim como Moby
Dick, desde então, tornou-se um clássico literário e nos dias de hoje as vendas
das Obras de Melville chegam a casa dos milhões, mas é triste assumir que não existe
compensação retroativa para o autor, pois este não se encontra mais entre nós.
Então,
o que é fracasso?
O fracasso não chega a uma pessoa porque
ela não é reconhecida pelas multidões durante a sua vida ou para sempre. O fracasso
não tem nada a ver com a opinião dos outros, tem a ver apenas com a opinião que
criamos e mantemos sobre nós e sobre aquilo que estamos fazendo.
Com base nisso, a única pessoa que
poderia ser chamada de fracassada é aquela que tenta não ter sucesso! E, no que
diz respeito a uma pessoa, o sucesso não está na realização, mas no esforço de
alcançar a meta, na tentativa, na caminhada.
Qualquer pessoa que decida caminhar na
direção daquilo que considera ser um objetivo digno, ao se propor a alcançar
esse objetivo, será uma pessoa de sucesso naquele momento em diante. Portanto,
o fracasso não consiste em não atingir os objetivos, o fracasso consiste em não
os estabelecer, em outras palavras, o fracasso consiste em não tentar.
Certamente Melville e todos os outros
que foram reconhecidos apenas tempos depois de sua morte, alcançaram o sucesso
durante suas vidas graças a seus esforços e deram aos seus trabalhos o melhor
que havia neles.
Para cada projeto de lei que lemos,
houve milhões de homens e mulheres igualmente bem-sucedidas, das quais nunca
ouviremos falar, de pessoas que não escreveram livros ou tentaram salvar o
mundo, mas que, à sua maneira tranquila, em seus próprios lugares, deram ao que
escolheram como objetivo, o melhor de si.
Melville, mais que qualquer outro, sabia
internamente ao terminar a última página de Moby Dick que não havia fracassado.
Da mesma forma, cada um de nós sabe o tamanho da nossa entrega em prol daquilo
que nos foi dado e que nos compete realizar, aquilo que escolhemos fazer.
As
pessoas que buscam segurança correm os maiores riscos, você sabia?
E, a longo prazo, os corredores de riscos
inteligentes desenvolveram maior segurança. Essa é a pessoa sábia que aprendeu
a importância de correr riscos.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o psicólogo
e Paul Torrance fez um estudo sobre os Aces
dos Estados Unidos que sobrevoavam os centros de operações no oceano Pacífico. Ele
constatou que os pilotos dos Aces
haviam desenvolvido uma característica ímpar que os diferenciava dos demais, era
a sua capacidade de assumir e correr riscos.
Ao longo de sua vida, ele continuou testando
os limites das habilidades desses pilotos e as histórias de vida de cada um
deles mostrou que eram pessoas altamente resistentes a acidentes e quando em
combate, sofriam menos baixas do que os pilotos que estavam inclinados ao jogo
seguro.
O Dr. Current disse que...
“O Ato
de viver, em si, é um negócio arriscado”
Se gastássemos metade do tempo que
usamos para evitar riscos aprendendo a correr riscos, não teríamos tanto a
temer na vida. Em todas as esferas da vida, as pessoas mais bem-sucedidas são
as corredoras de riscos.
O que desejo dizer com isso é que essas
pessoas ousam se arriscar, elas acreditam em suas ideias e caminham firmes na
direção da realização dos seus objetivos de vida, sempre defendendo o que
acreditam ser o certo. Elas estão cientes que correm o risco de ser diferentes
quando acreditam em algo novo.
Agora isso tende a fazer com que as
coisas fiquem um pouco mais difíceis por um tempo, no início do jogo, mas elas
quase sempre estão preparadas mentalmente e, eventualmente, os corredores de
riscos percebem que não há nada de errado em cometer algumas falhas ocasionais
nessa caminhada.
Do outro lado, os buscadores de segurança parecem encarar as falhas como
“o
fim do mundo”.
Corres
riscos não é ser imprudente!
Voltando aos Aces da Segunda Guerra Mundial, por um momento, descobriu-se que aqueles
homens eram muito exigentes com seus aviões, armamentos e equipamentos. Eles eram
meticulosos na preparação, altamente disciplinados em seguir as instruções e extremamente
competentes na aplicação dos protocolos que haviam aprendido.
De maneira que ao encontrarem o inimigo, eles imediatamente assumiam o
controle, não ficavam em cima do muro, partiam para cima! É como dizem, a
melhor defesa geralmente é um bom ataque. No futebol, geralmente, a melhor
defesa é atacar o último zagueiro, aquele mais recuado.
Quando uma tempestade surge, os navios
no porto rapidamente dirigem-se para o mar aberto e furioso e lá esperam estar mais
protegidos. Quando acontecem deslizamentos no porto, eles arrastam suas âncoras
e acabam numa praia ou no quebra-mar, então, com base nos exemplos, aquilo que parece
ser correr riscos é, muito frequentemente,
o caminho mais inteligente a seguir e o que leva à verdadeira segurança. Enquanto
o outro caminho, o que parece ser mais seguro e claro pode levar ao desastre ou,
simplesmente, a lugar nenhum.
Uma jovem que viu seu relacionamento
acabar de maneira triste, disse à mãe que não iria mais se apaixonar pois,
afinal de contas, “a paixão só machuca”
- ela disse.
“Se
você não se apaixonar, você não vive” – disse sua mãe.
Esse é mais um daqueles riscos que a
pessoa de sucesso está disposta a correr.
Todos nós corremos riscos consideráveis
todos os dias! Alguns deles acreditamos serem riscos certos, já outros, não temos sequer a consciência do
impacto, mas, de agora em diante, ao passar por aquelas situações incomuns que
envolvam a opção “correr riscos”,
qual caminho você vai escolher?
Você deveria terminar essa mensagem
respondendo: como irei agir quando as situações da vida exigirem de mim decisões
como: devo seguir em frente? Ou devo esperar um pouco e reavaliar minhas metas?
O que você está tentando realizar nesse
momento em seu trabalho?
Em que está trabalhando?
Obrigado por seu tempo, até mais...
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