Olá, aqui é Earl Nightingale, você está no “PROGRAMA INSIGHT”
Hoje eu gostaria de conversar com você sobre...
O Poder da AUTORENOVAÇÃO!
Estou relendo minha cópia do excelente livro de John W. Gardner de
nome: “Self Renew” e, bem, talvez
você também deseje ter um exemplar em sua estante. Você realmente vai apreciar
muito a leitura e, sem dúvidas, vai extrair inúmeras percepções para a sua
rotina.
O livro fala sobre a grande necessidade de “auto renovação”.
John Gardner, diz que uma das razões que fazem as pessoas maduras
aprenderem menos que pessoas jovens, é porque estão menos dispostas a arriscar,
mas o aprendizado é, por natureza, um negócio de riscos que caminha ao lado da
falha.
Na primeira infância, quando a criança está começando a aprender, ela
faz isso num ritmo fenomenal, um ritmo que, inclusive, ela jamais alcançará novamente
em toda sua vida. É exatamente nesse momento que a criança está vivenciando e experimentando
uma enorme quantidade de falhas.
Para você comprovar isso nem é necessária muita observação, basta você
assistir a rotina de uma criança e logo irá perceber que ela faz inúmeras
tentativas falhas e, indo um pouco mais além, é perceptível que as falhas não a
desmotivam, ela segue tentando até conseguir.
O problema aqui é que a cada novo ciclo ou, a cada ano passado, a
criança vai se tornando menos indiferente as falhas e com o aprendizado e o
avançar da idade, sua disposição para “arriscar e falhar” será
drasticamente reduzida.
Um dos
fatores mais comuns nesses casos é a sua relação com os pais.
Aqui temos um divisor de águas
e, muitas vezes, os pais costumam, mesmo não-intencionalmente, empurrar seus
filhos ladeira abaixo ao implantarem o medo, ao punirem as pequenas falhas e ao
tornar o Sucesso algo precioso demais.
Um pouco mais tarde, na meia idade, a grande maioria de nós carregará
um grande catálogo de coisas que não queremos tentar de novo porque já tentamos
e falhamos ou, tentamos uma vez e não fizemos tão bem quanto nossa autoimagem
exigiu.
Uma das vantagens do sistema de ensino formal é que ele exige que todos
os estudantes sejam testados por uma grande variedade de atividades, agora,
essas atividades não são escolhidas pelos
estudantes, mas, nós adultos, geralmente podemos escolher os tipos de
atividades pelas quais permitimos ser testados e, é claro, podemos tirar alguma
vantagem dessa liberdade de escolha.
Nós, adultos, tendemos de forma interna e inconsciente, a nos agarramos
cada vez mais as coisas que fazemos bem e o oposto aqui também é verdadeiro,
aquelas coisas que tentamos antes e não nos saímos bem, nós automaticamente passamos
a evitar.
Observe sua memória para todas as coisas que você falhou em tentar, sua
memória sempre apresentará como primeira imagem delas as falhas do passado ou, as
tentativas
não bem-sucedidas.
Um amigo meu que trabalha em uma grande companhia aérea me contou que
descobriu durante o seu tempo de serviço que a maioria das pessoas que dizem “eu
não gosto de voar” nunca estiveram em um avião. Elas não têm a menor
ideia se realmente gostam ou não de voar e, se elas experimentassem,
provavelmente iriam gostar bastante da experiência.
John Gardner, o famoso autor, certa vez perguntou algo relevante, ouça:
“Porque pagamos um preço tão pesado ao temer as falhas já que sabemos ser
esse um dos maiores obstáculos contra o nosso crescimento? ”.
O medo de falhar diminui progressivamente a nossa personalidade,
evita que exploremos e experimentemos mais as coisas novas.
É tudo
tão simples, não há aprendizado sem falhas e dificuldades.
Se quiser continuar aprendendo, precisa continuar se arriscando,
precisa trabalhar sem medo de falhar, é simples assim.
Quando Max Planck, físico alemão e criador da teoria da física quântica, ganhou o prêmio Nobel,
ele disse:
“Olhando para trás, para o longo
e doloroso caminho que finalmente nos levou a descoberta da teoria da física quântica,
eu sempre procuro lembrar que todos os homens que estavam lutando por algo
cometeram, em algum momento, vários erros”.
A pessoa madura e em auto
renovação não teme as falhas!
Na verdade, essas pessoas reconhecem as falhas como algo comum aos que
tentam, como uma parte perfeitamente natural quando estamos aprendendo e
crescendo como pessoa.
Nós certamente podemos dizer que o medo
que o adulto tem de cometer um erro
está diretamente ligado à sua imaturidade como ser humano.
E, por falar nisso, como anda o seu departamento de coragem para
as falhas?
As únicas pessoas que não cometem erros são aquelas que nunca tentam
algo novo e, para mim, esse é o maior erro de todos!
Eu espero ter lhe ajudado hoje.
Aqui foi Earl Nightingale, muito obrigado.
...
RECADO FINAL:
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